sexta-feira, 26 de agosto de 2011



A Poesia Matuta

Com características peculiares que vai do jeito de vestir ao modo de falar o matuto é figura de destaque no cenário cultural brasileiro. Nessa perspectiva, o projeto Poesia Matuta; coordenado pelos professores Felipe (Inglês), Marília (Língua Portuguesa), Daniely (Biologia) e Juliana (Geografia); optou por valorizar a cultura paraibana a partir do poema “Paisagem de Interior”, de Jessier Quirino, narrado pelos alunos Naian e Diogo. A paisagem interiorana descrita no poema fora resgatada no cenário montado para exposição e apresentação.
A sala poesia matuta além de expor poemas paraibanos apresentou danças e músicas autênticas e culturais de nossa terra. Em uma última apresentação, os palestrantes estiveram presentes para assistir, valorizar e parabenizar a iniciativa teatral, as roupas, o cenário, além da iniciativa da Escola em ir “contra a corrente” como disse Socorro Lira.
Agradecemos o apoio dado pelos professores, além é claro, do empenho do alunado. Esperamos contar com o apoio nos próximos eventos.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

1° Café Literário


Literatura pode ser definida como a arte de criar e recriar textos, de compor ou estudar escritos artísticos; o exercício da eloquência e da poesia; o conjunto de produções literárias de um país ou de uma época; a carreira das letras. A partir do estudo desta arte é que se deu nesta ultima sexta feira dia 19 de agosto do corrente ano o 1° Café Literário da Escola Teodósio de Oliveira Lêdo com o tema: Literatura e Cultura Paraibana: Dificuldade e desafios de Produção. O 1° Café Literário foi dividido em dois momentos: As encenações e declamações de Poesias de autores paraibanos e um debate no qual, personalidades que trabalham com literatura em nossa região foram convidadas a falarem sobre o tema proposto pelos organizadores do evento.
Durante toda semana os alunos deste educandário trabalharam em sala de aula as poesias dos autores paraibanos que seriam homenageados no evento. As declamações e as encenações foram divididas da seguinte forma: Poesia Romântica e Poesia Matuta, em que foram construídos cenários e todos os alunos que declamaram estavam devidamente caracterizados dando vida aos poemas declamados. 

Debate do 1° Café Literário

A professora Marilia deu início ao debate falando sobre a importância deste evento para a escola e chamou as pessoas para compor a mesa. Em seguida foi convidada a palestrante Ria Lemaire para fazer suas considerações que foi apresentada ao publico através de uma breve biografia de sua vida acadêmica e assim se fez a cada membro da mesa que era chamado.


 






Ria Lemaire deu início falando sobre o projeto do livro CD que fez junto com a amiga Socorro Lira contado e cantando a história das mulheres que faziam cantigas em Portugal e Espanha. Enfatizando que essas mesmas cantigas foram preservadas quando os colonizadores vindos destes países aqui chegaram e foram passadas de geração em geração por nossos descendentes. Ria Lemaire agradeceu por esta neste evento tão importante e terminou sua fala doando um livro para nossa biblioteca.
Em seguida Socorro Lira foi apresentada e começou suas considerações partindo do projeto que tem com Ria Lemaire dando ênfase no jeito de falar dos nordestinos e o povo da Galícia - região situada ao norte da Espanha que faz fronteira com Portugal. Por conta, desta aproximação que temos com esse povo, ela resolveu fazer uma homenagem à população destes países interpretando as cantigas produzidas pelas mulheres dessas regiões. Ela terminou falando sobre a importância deste evento e de falar sobre literatura “enquanto o mundo ferve lá fora, temos aqui uma plateia deste tamanho, em uma sexta-feira anoite, para ouvir e falar sobre cultura e literatura”.
O próximo a falar foi Daniel Duarte relembrando de como era chamada nossa cidade no passado a antiga vila dos Lêdos, e voltar a Boa Vista sempre é um momento de felicidade para ele e fez um trocadilho com o nome de Socorro Lira e Boa Vista – Socorro ria e Boa Vista socorria a cultura.  Em seguida deu uma aula de história sobre o cariri, relatando sobre os povos que aqui se encontravam quando os Oliveira Lêdos colonizaram essa região e toda a cultura inclusive os costumes e as palavras que foram absorvidas pelos colonizadores em contato com esses povos indígenas. Terminou sua proza cantando como assim ele chama o hino do cariri – No Meu Cariri - de Rosil Cavalcanti e Dilú Melo.
O boavistense Roniere soares fecha o ciclo de palestra focalizando aspectos importantes da cultura nordestina, bem como dos escritos caririzeiros também abordados por Daniel Duarte. Mencionou suas publicações cordelistas além de suas relevantes produções artístico – cultural. Roniere parabenizou iniciativa de promover eventos que propagam e perpassa a cultura e doou exemplares de seus oito cordéis além de um CD de sua autoria.

Finalizando as apresentações da palestra, a aluna Jéssica Viviane (2° Ano C – Noite) leu um poema de sua autoria.
Agradecemos a Flávio Alex que muito colaborou com este evento, a nossa Diretora Berlita, a todos os Professores que não mediram esforços na realização deste evento, a todos os alunos que participaram direta e indiretamente deste Café, ao pessoal da cantina  e a todos os funcionários deste educandário.


 

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Homenagem a todos que fazem parte dessa família Teodósio de Oliveira Lêdo, a todos os Estudantes de nossa Escola.

Oração do Estudante

Senhor, meu Deus e Pai, o Senhor me abençoou com uma mente maravilhosa dando-­me a capacidade de aprender tudo aquilo que é para o meu bem. Por isso eu venho te pedir para ungir e abençoar a minha mente para que eu possa aprender todas as matérias do meu currículo, inclusive aquelas que tenho mais dificuldade. Senhor, que eu possa superar os meus limites com a Tua benção sobre a minha vida e que eu possa completar com a Tua ajuda este período da minha vida de estudante, abençoa os meus professores para que sejam verdadeiros instrumentos de sabedoria para minha vida. Em nome de Jesus, Amém.


SER ESTUDANTE
Marina da Silva

Se quiseres ser um verdadeiro estudante. Não aprenda só o superficial, pois o difícil pode se tornar barreira vencida. Para aquele cujo momento chegou agora, nunca é tarde demais! Aprender o ABC não basta, mas aprenda-o. Procura na escola o que deseja para tua vida, pois ela te recolherá, orientará, dirigirá. Confia nos teus mestres: eles não te decepcionarão. Se não tens teto, cobre-te de saber, de vontade, de garra. Se tens frio, se tens fome, agarra-te ao livro: ele é uma boa arma para lutar. Se te faltar coragem, não tenha vergonha de pedir ajuda. Certamente haverá alguém para te estender a mão. Sê leal, fraterno, amigo, forte! Nunca te deixes ser fraco, desleal, covarde. Pois tu, jovem estudante, tens que assumir o comando do teu país. Respeita para ser respeito. Valoriza para ser valorizado. Espalha amor para seres amado. Não tenhas medo de fazer perguntas: toda a resposta terá sentido. Não te deixes influenciar por pensamentos alheios ou palavras bonitas. Tenha a tua própria linguagem (aperfeiçoa-te). Quando te deparares com a injustiça, a impunidade, a corrupção, a falta de limites, o abuso de poder, pensa na existência de tudo o que te cerca. Busca o teu ideal e lembra: um valor não se impõe, se constrói. Não faça do teu colega, uma escada para subir. Isto é imoral e a imoralidade não faz parte da tua lição.



quarta-feira, 10 de agosto de 2011


Venha e Participe
Arte feita pelo amigo da escola Ítalo Rodrigues

sábado, 30 de julho de 2011

Óleo de Cozinha no Meio Ambiente

   O óleo de cozinha é altamente prejudicial ao meio ambiente e quando jogado na pia (rede de esgoto) causa entupimentos, havendo a necessidade do uso de produtos químicos tóxicos para a solução do problema.
    Depois de ser usado, o óleo de cosinha pode ter dois destinos: dar uma enorme dor de cabeça e prejuízo para seu bolso e para o meio ambiente ou se transformar me economia e, eventualmente, em receita extra. Podemos perceber que a segunda opção é a mais interessante e uma forma de aproveitarmos esse óleo é transformá-lo em sabão. O sabão pode ser feito me casa mesmo ou enviado a empressas que o transformam em produtos de limpeza ou biodisel. 
    Através do incentivo do  Professor de História Paulo Macedo, os alunos do 3° EJA a presentaram um seminário explicando o processo de fazer sabão utilizando o óleo de cozinha usado. Vejamos algumas fotos desse seminário.




   






Se vôce quer ajudar o meio ambiente produzindo sabão em sua casa, aqui vai a receita que os alunos nos forneceram:
Receita

- 4 litros de óleo comestível usado;
- 2 litros de água;
- ¹/² copo de sabão em pó;
- 1 kg de soda cáustica;
- 5 ml de óleo aromático de erva-doce ou outro a gosto.
Esquenta a água. Separar meio litro e dissolver o sabão em pó nele. Dissolver a soda cáustica nos litro e meio de água restante. Adicionar lentamente as duas soluções ao óleo e mexer durante 20 minutos. Adicionar a essência mexendo bem, e despejar nas fôrmas escolhidas. Desenformar apenas no dia seguinte.









 

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Tema: O preconceito nas mais diversas formas.

O primeiro debate regrado público fora realizado aos 19 de Julho do corrente ano na E.E.E.F.M.Teodósio de Oliveira Lêdo com a turma pioneira 3ºEJA.
     Iniciado pela Professora Marilia, de Língua Portuguesa, que leu a frase: “Terminar o momento, encontrar o final da jornada em cada passo do caminho, viver o maior número de boas horas, é sabedoria”. (Ralph Waldo Emerson).

   Logo em seguida, a professora homenageou cada aluno com um texto divertido, relatando o comportamento, as brincadeiras e o jeito de cada um em sala de aula. Depois desse momento deu-se inicio a primeira rodada de perguntas. Os alunos convidados foram Ana Paula, Alexandro, Felipe, Genilson, Gilene e Jorge Luiz, para opinarem sobre uma pregunta feita pela Professora Tatiana e o primeiro a emitir sua opinião fora o aluno Genilson que por sinal se colocou muito bem. Assim como todos os alunos. Seguindo a sequência os supramencionados alunos responderam a todas as perguntas que lhes foram passadas.
 
   Tendo encerrado a primeira bateria de perguntas são chamados os alunos Magnólia, Lucas Ramos, Rodrigo, Lerinalda, Lucas Sampaio e Lucrécia. A primeira pergunta era para saber se podia extrair cultura na música: Quica, quica na latinha. Também nesta rodada fora levantada a questão de não se poder fumar em locais públicos e a aluna Lucrécia se expressou muito bem sobre o referido tema.

     Rodada terminada, mais um grupo de alunos fora chamado para que pudessem dá início à terceira parte do debate, foram eles: Monica, Fabiana, Orlando, Paulo e Neves. Nesta etapa, muito se falou sobre o preconceito entre religiões, prostituição e de maneira geral sobre a mulher.

 





     



     Na quarta e última bateria de perguntas foram chamados os alunos: Ricardo, Rosinha, Tiago, Rosa e Solange que responderam sobre os direitos de idosos, e lactantes em filas de bancos, casas lotéricas, etc., bem como, sobre o casamento Homossexual. 





  
     



     Terminado o debate, a professora Marilia agradeceu a todos que estavam presente neste primeiro debate público e convidou a todos para a confraternização. Na sequencia Marilia recebeu uma homenagem de seus alunos do 3° EJA com uma lembrança e uma mensagem oferecida pela aluna Magnólia e lida pela aluna Fabiana.




      
      Assim sendo, percebemos nesse debate, quão rico e valioso são os gêneros textuais se apoiados pela escola. Mais ainda, quando se coloca em vigor a opinião do público. Esperamos realizar mais eventos em nossa escola, e que de forma unívoca, possamos reunir conhecimento e formas de aprendizado como que numa parceria.

Inesquecíveis noites


Boa noite! Foi assim que iniciei a minha apresentação em sala aos 21 de Fevereiro do corrente ano. É assim também que inicio uma pequena e singela homenagem à quadrilha de fugitivos mais engraçada e atrapalhada que a história desta escola já pôde registrar. Sei que seu Basílio jamais esquecerá esta parte, pois, era cúmplice dos já cansados e fujões estudantes do 3ºEJA Concordam?
Calma, Dona Berlita já sabia dessas fugas pela lateral da escola, e se não sabia, agora faço jus ao meu cargo de colaboradora para o bom funcionamento da escola. Entregando-os.
Mas, creio mesmo que concordam que a “bichotinha” era a mais falada da sala, mas acho que entre bichotinhas e verbos, Orlando está mais entrelaçado é no Cordel Encantado que o enfeitiçou de uma forma que nem as brigas e polêmicas de Mônica, o faziam aparecer mais cedo em sala. Esta inclusive, se cansou dos aperreios que Orlando lhe causou e solicitou do Dr. Jorjão (Advogado defensor das causas urgentes do EJA) a separação total deste “cabra safado”, que lhe fazia muita raiva, para não dizer o contrario, é claro!
 Mas, até Galego, que nada tinha haver com esse relacionamento, entrou na confusão em função de uma carona. Ah! Mas já que ele é contrário a tudo, lógico que ele se opôs participar desse mal arrumado casamento.
Sempre dormindo, tanto ele quanto Gilene, Ricardo trouxeram-nos vários e diferentes lençóis, inclusive, todas as noites nem sei qual dos dois roncavam mais. O que eu sei é que Guiga não dormia, pois a delegada sempre ligava solicitando a sua presença em casa, que já não era constante em sala, mas, tudo bem... Minha prima sempre ajeitava tudo, mesmo sendo braba.
Responsável mesmo só tinha Guina e as Rosas, que assíduas as aulas e aos pagamentos dos bingos, não vacilavam em cobrar cada conteúdo e/ou centavo que faltava. Mas, se for falar em responsável, sabemos que Tiago, Lucas, Felipe, Alexandro, Fabiana, Rejane e Genilson, são o que há de mais primoroso em se tratando de comparecimento. Rejane inclusive desapareceu e até hoje deixa saudades, assim como todos os momentos que esta quadrilha do bem viveu.
Uma boa prosa como a de Lucrécia e Lerinalda fazia com que Aninha e Lucas Ramos cada vez mais abrissem a boca e polemizassem as aulas com seus dizeres. Ouso dizer, cala a boca Aninha e Lucas, vocês falam demais, não deixam nem espaço para os conflitos e picuinhas políticas que tentaram involuntariamente aparecer!
Solange e Neves ou conversam ou riem ou copiam, fazer tudo ao mesmo tempo é que não dá, nem cabe mais, creio eu nenhum livro didático na casa de Neves, quase que a escola fecha e vai à falência sem livros, porque ela levou todos.
Quero agradecer os muitos momentos de prazer e alegria que me proporcionaram, pois, respondendo as perguntas que Guina e Lerinalda fazem sempre... Sim, eu vou sentir muita saudade de vocês, e quero ainda vê-los galgar posições e lugares altos, pois, acredito que não exigi um seminário em vão. Acredito ter despertado em vocês a vontade de ter mais espaço na sala de aula, no sentido de poder expressar suas opiniões, inclusive.
Desculpe meu jeito grosseiro, minhas cobranças inúmeras, é que com muita exigência e trabalho se lapidam as pedras preciosas para que se chegue à beleza fundamental. Lapidei-os e agora torço para que suas escolhas sejam sempre as mais acertadas.
Minha voz ecoa agora no silêncio desta sala como poucas vezes, é que não tenho o dom e a iluminada voz do locutor Paulo Ivo. Tenho apenas a pretensão de não chorar para chegar ao final desta mensagem sem também vê-los chorar e que num abraço fraterno brindemos essa conquista só de vocês.
Nós professores, tentamos sempre fazê-los enxergar a dimensão que se podem alcançar através dos estudos.
Sei e ouvi muitos dizerem que não vêem à hora das aulas acabarem, mas, duvido que na solidão de suas noites silenciosas não sintam saudade dos barulhos dos colegas, das brigas, amizades, parcerias, lágrimas, raivas, e inenarráveis alegrias que esta turma nos proporcionou. Jamais haverá outro 3º Eja assim.

Autora: Marília Araújo Félix










Boa Vista, 15/07/2011



quarta-feira, 27 de julho de 2011

Anjos nas ruas

    Todos os dias ouve-se nos noticiários um pedido de socorro. Nas rádios, nas revistas e nos jornais televisivos, pequenos protagonistas aparecem, no entanto, passam despercebidos por uma sociedade que abomina sua própria existência.
    Crianças que têm seus direitos ignorados e são impedidos de sonhar, muitas vezes fogem de suas casas por não suportarem os conflitos familiares e assim são forçados a viverem em um mundo para qual não estão preparados. Consequentemente viciam-se em drogas e começam a cometer pequenos direitos e adentram numa dimensão sem volta, destruindo suas fantasias acabam expostos a uma dura e fria realidade que os fazem prisioneiros.
    Contos e fábulas passam a ser piadas, para meninas que tão cedo vendem seus corpos para seu sustento, escola então é território inacessível para eles e elas.
  Convém lembrar que tamanho descaso seria amenizado por programas de ajuda ou um remanejamento por parte das autoridades governamentais, que visem investimentos na área educacional, beneficiando não só essa, mas as futuras gerações. Afinal educação é a base para uma sociedade mais sólida que se concentre em seus valores.
Autor: Wallison Rodrigues - 2° Ano A